Craniofaringiomas

O craniofaringioma é um tumor benigno que aparece na região da sela turca. Normalmente tem uma parte sólida e outra quística e pode ser muito volumoso. Aparece mais frequentemente nas crianças mas pode também surgir nos adultos.
Em cada ano surgem mais ou menos 1,5 casos por milhão de pessoas; em Portugal seria de esperar que aparecessem 15 novos casos por ano.

Como se manifesta o craniofaringioma?
Na sela turca localiza-se a hipófise e muito próximo estão os nervos da visão ( nervos ópticos ) e as artérias carótidas que levam o sangue para o cérebro. Um pouco acima está o hipotálamo, muito importante no controle da glândula hipofisária, no controle da sede. Está também relacionado com alguns aspectos da memória e do comportamento.
Os craniofaringiomas ao crescer vão perturbar o normal funcionamento destas estruturas e podem manifestar-se com dores de cabeça ( cefaleias ), alterações da visão e alterações de comportamento. Como pode causar insuficiência hipofisária, não há produção suficiente de hormona de crescimento o que vai provocar paragem de crescimento nas crianças.
Numa criança que se queixa de dores de cabeça, vê mal, está mais parada, tem muita sede ou deixa de crescer deve pensar-se que pode ter um craniofaringioma. Os adultos queixam-se de cefaleias, diminuição da visão. Pode haver também sede excessiva, alterações da memória e apatia. Se a hipófise estiver a ser afectada há alterações da menstruação na mulher e o homem pode queixar-se de diminuição da libido (apetite sexual).

Como podemos fazer o diagnóstico?
O melhor exame é a Ressonância Magnética (RM), mas a TAC também mostra bem estes tumores. Devem ainda ser feitas análises para avaliar a função da hipófise e um exame oftalmológico.

Como podemos tratar?
O tratamento dos craniofaringiomas é cirúrgico. Faz-se uma craniotomia – abertura do crânio – e após abrir as meninges e afastar o cérebro, chega-se ao tumor. É então necessário separá-lo das estruturas normais e removê-lo gradualmente em pequenos pedaços. Uma das características dos craniofaringiomas é aderir muito aos nervos da visão, às artérias e ao cérebro o que pode dificultar muito a cirurgia e impedir que se consiga retirar todo o tumor.
Nestes casos recorre-se a tratamento com radioterapia.