Diabetes Insípida

O que é a Diabetes Insípida?
É uma doença causada por uma alteração na glândula hipófise (situada na base do cérebro atrás do nariz) que condiciona uma deficiência na produção de uma hormona chamada vasopressina. Como consequência, os rins são incapazes de reter a água no organismo e por isso o doente urina muito, fica desidratado e tem muita sede. Não tem nada a ver com a outra doença, muito mais frequente, chamada Diabetes Mellitus. Apenas têm em comum a necessidade do doente urinar muito e ter muita sede. No entanto, na Diabetes Insípida urina até 10 litros por dia e na Diabetes Mellitus até 3 litros.

O que causa a Diabetes Insípida?
A Diabetes Insípida pode ter 2 causas:

1. Deficiência na secreção pela hipófise da vasopressina. É a situação mais frequente e pode aparecer quando existem certas doenças da região da hipófise e do hipotálamo (tumores, doenças autoimunes, cirurgia, traumatismos). Como a hipófise produz outras hormonas, estas podem ser também atingidas na sua produção.
2. Por incapacidade do rim responder à vasopressina.

Como é que a Diabetes Insípida habitualmente se manifesta?
Os principais sintomas são: Sede intensa mesmo que o indivíduo beba constantemente. Necessidade de urinar grandes quantidades como 5 litros ou mais por dia. Isto implica que tenha que urinar várias vezes durante a noite.

Como se diagnostica a Diabetes Insípida?
Habitualmente fazem-se análises de sangue e de urina. Por vezes isso não é suficiente e é necessário fazer uma prova, chamada prova de desidratação, na qual o doente fica sem beber e faz colheitas seriadas de sangue e urina. Na Diabetes Insípida nunca há açúcar na urina.

Como se trata a Diabetes Insípida?
O tratamento faz-se pela reposição da hormona vasopressina, de fabrico sintético, e que se chama desmopressina. Esta pode ser tomada sob a forma de spray nasal (Desmospray®), gotas nasais ( DDAVP® ) ou de comprimidos ( Minirin® ). Pode ainda ser dada por injecção. O número de tomas diárias é variável e ajustado a cada caso.

A Diabetes Insípida é permanente?
Nem sempre é permanente. Nalguns casos, principalmente após cirurgias ou traumatismos da região da hipófise, a doença é transitória, isto é, o doente precisa de tratamento durante semanas ou meses e depois recupera.

Cuidados a ter com o tratamento:
Se tiver uma constipação ou as duas narinas inflamadas ou entupidas, deve contactar o seu médico pois poderá ser preciso ajustar a dose ou tomar outro tipo de desmopressina ( comprimidos). Se tiver cansaço, dores de cabeça mais frequentes e mais intensas que o habitual, aumento de peso ou pernas inchadas sem explicação, deve contactar o seu médico pois pode necessitar de reduzir a dose. Se tiver dúvidas se já fez a sua dose habitual não tome nova dose. Em caso de suores abundantes (febre, calor, exercício por exemplo ) deve, como qualquer pessoa, aumentar a ingestão de líquidos.