Declaração da Sociedade Europeia de Endocrinologia sobre a vacinação COVID-19

‘Recomenda-se a vacinação dos doentes com perturbações endócrinas estáveis ​​tal como para a população geral’

 

Tendo chegado ao nosso conhecimento de que a doentes com certas doenças endócrinas, como algumas doenças autoimunes – por exemplo tiroidite auto-imune – foi recusada a vacinação COVID-19, a Sociedade Europeia de Endocrinologia e o Conselho Europeu de Sociedades afiliadas de que faz parte a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo decide tomar a seguinte posição:

Os ensaios que levaram as autoridades de saúde europeias e americanas EMA e FDA a autorizar as duas primeiras vacinas, incluíram mais de 40.000 e 30.000 voluntários, respetivamente, com idade entre 16 e mais de 75 anos. Entre eles estavam doentes com diabetes, obesidade, neoplasias, infeção pelos Vírus da Imunodeficiência Adquirida, doença pulmonar crónica, bem como doença cerebrovascular e hepática em situação de saúde estável. A eficácia e segurança foram comparáveis ​​nestes doentes aos indivíduos saudáveis.

Para além disso, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA afirma que pessoas com doenças autoimunes que não têm contraindicações à vacinação.  A Sociedade Europeia de Endocrinologia e a SPEDM, portanto, enfatizam que a recomendação para a vacinação COVID-19 em doentes com doenças endócrinas estáveis ​​como tiroidite autoimune, doença de Graves ( hipertiroidismo), doença de Addison ( insuficiência das glândulas suprarrenais), adenomas hipofisários, diabetes tipo 1 e 2 e obesidade não devem ser diferentes das da população em geral. Os doentes com insuficiência suprarrenal devem ser informados que, em caso de efeitos colaterais como febre, as recomendações a seguir “num dia de doença” devem ser seguidas rigorosamente.

Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM)