Ainda há lugar para os fibratos?
Os fibratos são atualmente apenas considerados como um adjuvante das estatinas para o tratamento da dislipidemia residual e do risco cardiovascular persistente. O Pemafibrato, 1000 vezes mais potente que o fenofibrato e o bezafibrato na ativação dos PPARα, subiu as LDL e não reduziu os eventos CV no estudo Prominent em 2022.
Pode dizer-se que foram mal nascidos? De certo modo sim. Em 1956 a ICI experimentou um novo inseticida nos arrozais do centro de França, aplicado por aviões. Na semana seguinte os agricultores que estavam nesses campos apresentaram-se no hospital de Clermont Ferrand com quadros de hepatite e foi notado que tinham os valores de colesterol muito baixos. A ICI analisou o problema, retirou um radical hepatotóxico à molécula e surgiu o Atromid-S (clofibrato), já descontinuado.
Só nos anos 90 se compreendeu o seu mecanismo de ação, após a descoberta dos recetores nucleares PPAR, neste caso os α…