Caros Colegas,
Caros Amigos,
Gostaria de começar por agradecer à equipa editorial por trazer este tema para discussão e sublinhar a sua relevância crescente na prática clínica.
A menopausa é um tema central da saúde da mulher e, inevitavelmente, da Endocrinologia, que não pode continuar remetido para segundo plano nem capturado apenas por outras especialidades ou pelo espaço mediático. Num contexto de envelhecimento populacional e de maior exigência informada por parte das mulheres, dominar esta área deixou de ser opcional: é um imperativo clínico e científico.
Vivemos uma verdadeira mudança de paradigma: dispomos hoje de múltiplas opções terapêuticas, hormonais e não hormonais, que permitem individualizar o tratamento, melhorar sintomas e atuar precocemente sobre o risco ósseo, metabólico e cardiovascular. As recomendações recentes sublinham a menopausa como “janela de oportunidade” para prevenção, e reforçam a necessidade de uma intervenção atempada e baseada em evidência científica. Neste cenário, os endocrinologistas, que melhor conhecem a complexidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário e as suas repercussões multissistémicas, têm a responsabilidade e o privilégio de ter voz ativa neste debate.
Conscientes desta realidade, trouxemos a menopausa para os últimos congressos da SPEDM e, ainda este ano, organizaremos um curso presencial de um dia inteiramente dedicado ao tema, dirigido a endocrinologistas e internos com interesse nesta área. As inscrições serão limitadas e atribuídas por ordem de receção, pelo que deixo desde já o convite para estarem atentos aos canais oficiais da Sociedade.
No fundo, se há assunto em que os endocrinologistas não podem ficar calados é este: afinal, quando falamos de menopausa… estamos literalmente a falar de hormonas. E, como bem sabemos, poucas coisas nos entusiasmam mais… do que as hormonas…
Boas férias e boas leituras científicas e literárias.
Paula Freitas
Presidente da SPEDM